sexta-feira, 18 de junho de 2010

INSULAR


(...) 
rasgam-se espaços em movimentos quebrados
de suspiros e intenções insanas
busca tudo ou só feridas
para emudecer aquilo que um dia foi
momentos cadáveres que já não latejam
na alma de alísia claritude cinzenta...
excrescências por toda a parte
no mundo interno e sem limites...
mas rompem-se os silêncios glaciares:
nos quadris envoltos de um mundo descrente
a dança serpentina da luz crepuscular
almíscares cabelos em liberdade balançam
e na consciência que foge num falso morrer,
não seguro os olhos que se cerram adiante...
sobra o nada a abater o corpo
no topo efêmero das vicissitudes ligeiras
e nos lábios de quem quer gritar coisas suas,
pensamentos somem sem serem ditos
cai-se e partem-se mil indefinições
quando os enlaces se esvaem em ar rarefeito
e a escuridão singela é novamente constância...
(...)

4 comentários:

  1. Tao difícil de explicar e você faz isso tao bem!
    Beijos, querida!

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  2. Obrigada, Cris!
    somente "retrato" meus momentos aqui... srsrsr

    bjos

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  3. Visceral como somente quem sabe o que é viver em ilhas...

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  4. Muito bom e profundo seu texto.Parabéns

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