
as marcas que tenho
são como labaredas solares
que pulsam flamejantes
a cada nova lembrança triste...
ascendem como um raio
pelos meus nervos
no intuito de resposta
no lamento da não-ação
(naquele momento certo)
quiçá agora perdido...
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as marcas que tenho
liberam meu uivo
como a selvageria do vento constante
que busca em muitos lugares
novas revoluções,
desconcertando a interface do mundo
numa volúpia furiosa
e levando consigo alguns fragmentos
de sua passagem, de seu momento, de seus contatos