quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Alegoria




eu luto

eu grito

a mim, atormento

eu bato

e caio mil vezes...

cortes púrpura me marcam

na pele toda, uma sentença...

o sangue e o pó

não finjo

e no confronto de mim

EU sempre venço

4 comentários:

  1. Alegoria!
    Sempre que me deparo com esta palavra, lembro-me da outra - a de Platão (Alegoria da Caverna).




    Ora, elaborado este àparte, pergunto-te - sempre?
    Sabes, não consigo conceber seja de que forma for, o ser humano vencer sempre. Talvez porque ainda não me tenha decidido definitivamente por uma das versões sobre a nossa própria razão de ser.

    Portanto, daquelas três hipóteses escolho "profundo".

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  2. Por enquanto, sempre! Pois no confronto de mim, resisto. Se resisto de forma íntegra, não acredito... algo deve permanecer, algo deve se esvair...

    Talvez o diálogo consigo e o irremediável confronto de si seja um movimento de autossalvação, mais que de desfragmentação... mas nem por isso torna a experiência menos difícil...

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  3. Adorei seu blog, e a poesia eh otima.

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  4. Obrigada Priscila... seja sempre bem-vinda em compartilhar esse espaço... estes fragmentos...

    bjs

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